nós, mulheres

Penelope com a mala Cross, Loewe, sua criação

Penelope com a mala Cross, Loewe, sua criação

não sou uma louca defensora da classe feminina - acho que há por aí muita gente (mulheres) capaz da coisa mais parva e destoante do que é, realmente, ser-se Mulher. mas (há sempre um mas). gosto de falar de nós. sou pessoa que se entusiasma quando conhece mulheres com um passado interessante (bom ou mau, há sempre um misto dos dois desde que daí resulte uma aprendizagem), uma estória (ou várias), motivantes ou motivadas, inspirantes ou inspiradas. gente que se mexe e que com elas move o mundo, ou o seu círculo - o mundo mover-se-á quando esses círculos se tocarem.

gosto de pessoas assim. sou aquela que elogia mais e melhor possível o trabalho, vestimenta, atitude e beleza de uma amiga. sou aquela que lhe diz que obviamente que ela é capaz. sou a mesma que a crítica - ou sugere - sem deixar que desacredite, sem desmotivá-la. sou essa pessoa que acho que nós, mulheres, devíamos ser sempre assim. em nossa defesa. não que tenhamos de atacar um exército, especialmente de homens, mas e a nossa imagem, quem a defende? saber desejar o melhor é uma aprendizagem. estou certa que daí resulta um bem ainda maior. sou das energias - essa coisa 'tola' que leio nos livros da Susan Miller. deve ser por isso que a minha energia nunca acaba! (será?)   

adoro de coração o facto da Penelope ter lançado com a irmã uma mala para a Loewe - às vez parece que o papel do designer está, como o do jornalista, a desvanecer-se. a passos lentos, devagar devagarinho. só um à-parte.  

adoro isto porque adoro a Penelope. acho-a literalmente um mulherão com uma atitude muito simples e terra-a-terra, facto que a torna ainda mais interessante. há tempos li uma entrevista dela onde dizia que as pessoas tendem a encará-la como estrela. respondeu estrela não ser nada, só atriz. os termos mudam na atitude. e ela conhece a distinção. e dela se distingue bem. digam lá se assim não se mede a inteligência?  

adoro o facto de uma outra mulher, mais trapalhona mas não por isso menos cativante, regressar em breve ao nosso day-to-day pocket (ou à secretária, antes de dormir) e, quem sabe, aos grandes ecrãs. estou a falar de Bridget Jones e do update que a autora Helen Fielding nos propõe da vida desta personagem desconcertante. Bridget Jones: Mad About the Boy foi publicado em Outubro passado e já anda por aí... 

e adoro como uma miúda de apenas 23 anos - Madiyah Al Sharqi - lança a sua primeira coleção este ano com o impulso do fashion forward só porque se cansou de comprar nos states e na europa - a oferta no middle east ficava aquém em qualidade e design. dir-me-ão que é sheika e que assim é fácil? verdade. mas não totalmente. as oportunidades também acontecem menos aos que se encostam. e aqueles que criticam apontando o dedo ao rídiculo de quem acredita - muitas vezes em pouco mais do que o talento -, são normalmente os mesmos que nunca tentaram. nem nunca saíram - e não me refiro à geografia - do mesmo sítio. no final, chega sempre mais longe quem, para olhar à distância, procura dentro novos caminhos.

alguns coordenados (lindos!) Madiyah Al Sharqi para o fashion forward.

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Inês *