feminine case

 

este natal, os cinemas portugueses encheram-se de filmes feministas. são as Sufragistas com Meryl Streep e a The Dressmaker com Kate Winslet. se bem que uma estória nada tenha a ver com outra, o sumo é o mesmo: em busca da emancipação e da felicidade (na vida, no amor, no dia a dia). não sei se em mim pega o de Meryl (porque já lá vai o tempo da universidade em que bebi livros sobre o tema para um trabalho a propósito), mas pegará certamente o filme de Kate. a estória é gira de irreverente, e tudo o que é pouco usual torna-se curiosamente mais interessante. porque se as estórias tivessem todas o denominador comum da normalidade o mundo teria muito menos graça. e a vida muito menos sabor. os dias muito menos piada. e por aí adiante. 

a propósito da estória de Kate que não é dela nem nossa mas poderia ser a de qualquer uma de nós - e embora não me apoie na máxima que, em letras gordas, traduz o filme (a vingança neste caso será outra e ainda bem; a vingança serve sempre de muito pouco, notem isto), lembrei-me de uma frase que li recentemente de Cate Blanchett, atriz australiana que adoro. está em cima, na imagem. e fala do instinto, da capacidade de ouvi-lo e da aprendizagem no silêncio. 

e agora fiquem lá a pensar nisto.