2016 words

 

devo dizer que fico sempre um bocadinho maravilhada quando leio uma mensagem de um homem, que por acaso é namorado de uma amiga, que por acaso sabe o quanto gosto dela, que por acaso me diz que serve qualquer coisa (presente) desde que seja para fazê-la feliz. (fofinho isto)

sabem, eu acho que sou dura (dura demais na verdade) quando digo que já não se escrevem grandes estórias, grandes linhas em romances da vida real. não tenho na minha vida nada que me faça entender o amor com descrença, atenção! tudo o que foi comigo foi sempre muito bonito. tudo o que venha a ser tenho a certeza que continuará por aqui.

mas quando assisto a provas de amor como estas, a declarações assim sinceras, adultas e despojadas, acho sempre que o amor é capaz de nos tocar, transformando, em proporções imensuráveis.

quando isto acontece, acho sempre que nada está perdido para ninguém - não pode estar -, acho sempre que há pessoas fantásticas disponíveis para perceber que outras também o são; acho que há sempre tempo para os amores se concretizarem. assim, simples e imediatos, sem explicação necessária.   

sim, escrevi que era dura (sou, na verdade), mas desmancho-me ao mínimo atentado à minha sensibilidade. a rigidez é daquelas naturais revestidas de uma softiness capaz de partilhar das alegrias alheias, sobretudo (mas não apenas) quando elas me são queridas.

para 2016 faço dos votos desta minha amiga, do namorado da minha amiga e de - aposto! - muitos vocês, os meus:

ser feliz.

e saborear cada conquista como se fosse a primeira

(e às vezes menos decidida; a indecisão gera opções de escolha no compasso de espera e eu acelero muito, acelero sempre. não fossem as minhas pernas pedirem-me corrida... oh, well)  

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