uma espécie de desabafo sobre vinhos | ABC vinhos by Celma Carreira

Apesar de não nos apercebermos, o vinho está presente no nosso dia a dia, e das mais diversas formas. Não é apenas o copo de vinho ao almoço mas também na confecção do próprio prato que provavelmente foi utilizado; o copo ao final do dia quando nos encontramos com os amigos e/ou colegas para terminar o dia de trabalho, na sangria e em cocktails, na missa aquando a eucaristia (para quem é praticante) e até na cosmética! 

Sei porque é assim, mas a minha ingenuidade ainda se espanta com o facto de tantas pessoas terem o vinho como sendo algo complicado. É que na verdade de complicado não tem nada! 

Vejamos um exemplo prático: quando bebemos um Gin fazemo-lo num balde aaah desculpem copo próprio. Com o vinho não é diferente. Existe um copo específico que faz o beber do vinho ainda mais delicioso (para melhor perceberem isto: imaginem beber Gin em copo de Imperial... não funciona certo?).

A cerveja quer-se fresquinha; é sabido que apenas os ingleses gostam de beber cerveja quente... Com o vinho não é diferente. Quer-se o vinho fresco, pois se necessário pode sempre aquecer quando está no copo. Esqueçam as preciosidades de temperatura dos diferentes tipos de vinho. Como regra base basta terem em conta: servir o vinho branco, rosé, espumante e Vinho do Porto bastante fresco e o vinho tinto fresco. Se tiver demasiado frio basta segurarem o copo na vossa palma da mão e o vinho aquece. Normalmente, o vinho quente apenas agrada aos alemães na época festiva do Natal.

Existe uma razão pela qual acharia aceitável defenderem que o vinho é algo complicado: as harmonizações com comida. Casar tantos vinhos diferentes com tantos pratos existentes de facto parece algo complicado. Mas é aí que também reside a beleza do vinho: as possibilidades são infinitas e o prazer da experiência quando vamos jantar fora e estamos à descoberta da harmonização que mais nos agrada é um dos simples e igualmente mais sofisticados prazeres da vida! 

Claro que existem todas as preciosidades que os apaixonados dos vinhos apreciam, como o girar o copo, levantar o copo contra a luz, sorvar o vinho, mas deixemos isso para os apaixonados mesmo, pois para apreciar o vinho não temos de ser especialistas, a única coisa que importa é que gostemos do que estamos a beber. 

Por isso, deitem abaixo uma vez por todas essas crenças falsas e bebam mais vinho! Experimentem, aventurem-se, não percam o que existe de vinhos fantásticos, sobretudo no nosso país! 

Enjoy! Celma

leiam também 'com um Soalheiro nunca me comprometo!' o primeiro texto da Celma para o Lisboncover ;)