bem vindo junho [e o "novo" emprego, também]

beachwear tavira

declaro aberta a época de banhos, sol e muita pele salgada. na verdade, comecei bem mais cedo do que em junho - lá para abril já estava de pés de molho -, mas para mim esta época só inaugura efetivamente quando desço a sul para uns banhos na minha praia de sempre.

estava a precisar disto. maio foi um mês intenso e de algum esforço e eu precisava mesmo daquela sensação de... desligar a ficha. sobretudo porque este ano o meu verão vai ser a trabalhar, com alguns intervalos, claro, mas não, não vou ter férias. e ainda bem. [cá para nós]

ora, mas o que é que me deu na cabeça para, assim de repente (pensam vocês), voltar à vida de assistente de bordo? ainda não tinha escrito sobre isto. pensei se devia escrever - não é por nada de especial, é só porque, na verdade, as decisões da minha vida a mim me dizem respeito e não merecem grande escrutínio aqui pelo blog (eu, pelo menos, evito sempre esse caminho). prefiro dar-vos a conhecer outras coisas giras da vida em geral. 

mas achei que faria sentido escrever-vos isto: quando um dia o meu sobrinho me perguntou o que é que eu era [leia-se: o que é que eu fazia, porque para eles, crianças - e na verdade para algumas pessoas ainda - somos definidos por aquilo que fazemos] eu demorei uns segundos a responder-lhe. fiquei a pensar se deveria dizer-lhe que era uma pessoa apaixonada por viagens e por pessoas (na vertente: comunicar com elas), com um fraquito pelo desporto e uma hiperatividade irremediável. se devia antes rematar com um "a tia é jornalista: entrevista, escreve, fala de e para pessoas". achei que a segunda resposta seria mais óbvia, mas totalmente incompleta: teria de falar-lhe da multiplicação de tarefas no meu percurso que, acrescentando potencialidades, atenuou o caráter específico da profissão. 

acabei por dizer-lhe que trabalhava em comunicação - lidava com pessoas - mas do que eu tinha mesmo gostado era de estar dentro dos aviões. porque os aviões nos colocavam hipóteses infinitas. e eu gostava de olhar a vida de cima. e de saber que hoje podia estar num lugar, e amanhã noutro. 

tudo isto para vos dizer que, no fundo no fundo, aquilo que sempre me guiou foi a paixão. a paixão que sentia por fazer o que fazia e por ser o que era quando o fazia - fui sempre apaixonada por aquilo que fiz na época em que o fiz. e orgulho-me disso. 

acho super importante que estudemos e aprofundemos conhecimentos (acho mesmo), mas não se prendam a isso. e se um dia se arrependerem do vosso caminho, procurem alternativas, vejam possibilidades, esqueçam esse amor antigo e voltem a apaixonar-se.

o trabalho é como a vida. ou devia ser. descomplicado e genuíno.   

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