A caixa. E a casa.

Hoje fui à Caixa. Ir à Caixa não significa que fui propriamente a uma caixa buscar uns tarecos quaisquer. Não. Fui à CGD. Embora me pudesse deter no relato do absurdo do que fui resolver - nunca tive razões de queixa, mas acho sinceramente que deviam rever as responsabilidades sem supervisão de estagiários com pouco tempo de casa. Mas. Continuando. Embora me pudesse deter no relato do absurdo do que fui resolver, prefiro falar noutro ponto. Havia por lá um folheto que descrevia o acesso, mais facilitado (?), ao crédito habitação. Resolvi recolher, ler e guardá-lo. Achei piada à expressão ‘sonho’ para qualificar o acesso a um direito: ter casa. Realize o seu sonho. Ou seja, tenha um teto, seja independente, viva por si e não dependa de outros. (afinal, ter casa é isto). Sonhe. Mais ou menos assim. Não estou a criticar a publicidade - acho até que a Caixa tem da melhor publicidade ao nível da banca, em Portugal -, estou a interpretá-la noutra perspetiva. Mas aqui me detenho, mais uma vez. Quantos de nós não perpetivámos já como seria - será - a nossa casa?  Com mais ou menos esforço, dentro de mais ou menos tempo, lá chegámos. Chegaremos. Volta e meia passo pelo blog da decoradora de interiores Ana Antunes. E da última vez que o fiz descobri aquela que - permitam-me a expressão - mais me ‘encheu, até agora, as medidas’. Será que a Caixa me permite sonhar esta casa? Vejam através do link: http://home-styling.blogspot.pt/2012/11/magnificent-house-feminine-and-clean.html