A quem diz que deixámos de acreditar nas nossas cidades, eu corrijo. Não foi nas cidades. Foi na política

Só espero que, assim como se conceberam estas notícias que dão conta de pagamentos irregulares (para ser mais concreta: pagámos duas vezes 4,4 milhões de euros à Lusoponte pelas portagens em Agosto), também nos cheguem aquelas que darão conta do retorno do dinheiro às Estradas de Portugal. Caso contrário, e apesar do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, ter já admitido que não vai deixar ‘o dinheiro ficar do lado da Lusoponte’, serei (seremos) obrigados a pensar que esta foi mais uma decisão (a do pagamento propriamente dita, que ninguém compreendeu na altura) resultante de um qualquer compadrio entre governo e empresa. Um favor. Daqueles em que quem paga (nós) é que fica sempre a arder. E assim vai a ‘ordem’ em Portugal.