Com os pés no Algarve - antes de uma temporada de trabalho infinita - o Jude Law disse-me (li-lhe as palavras) que - a propósito das tendências de moda que segue - ‘apercebi-me que não quero passar a ideia de que estou a fazer um esforço para ser cool’. (bem pensado, Jude). E desde que cheguei (estar fora também me serviu para isto; a mim, não ao Jude) tive noção do tempo que (às vezes) perdemos nisto - exatamente para quê? Gostar de estar bem é uma coisa. Ter de prová-lo todos os dias, outra. Totalmente desnecessária e, até, tendencialmente pateta (tens razão, Jude, até tens). E o melhor: ‘a verdade é que um homem com 35-40 anos não deve usar as mesmas coisas que um miúdo de 20’. Tchan nan nan nan. (concordo, Law). Esta é uma boa (e grande) verdade. Sobre estilo, afirmação, identidade e, até, maturidade. Acho quase sempre - e quase sempre mais - que o importante está (ainda e sempre) longe disso. E ainda assim sou quem gosta de se arranjar para sair. E de me arranjar para sair e estar com os amigos. Gosto dos dias especiais. Mas gosto - e prefiro - que não o sejam todos. Porque é assim que percebo que a vida real vai muito além disso. E ainda bem. Belisco-me. E continuo a ser eu mesma.        Imagem: people.com

Com os pés no Algarve - antes de uma temporada de trabalho infinita - o Jude Law disse-me (li-lhe as palavras) que - a propósito das tendências de moda que segue - ‘apercebi-me que não quero passar a ideia de que estou a fazer um esforço para ser cool’. (bem pensado, Jude). E desde que cheguei (estar fora também me serviu para isto; a mim, não ao Jude) tive noção do tempo que (às vezes) perdemos nisto - exatamente para quê? Gostar de estar bem é uma coisa. Ter de prová-lo todos os dias, outra. Totalmente desnecessária e, até, tendencialmente pateta (tens razão, Jude, até tens). E o melhor: ‘a verdade é que um homem com 35-40 anos não deve usar as mesmas coisas que um miúdo de 20’. Tchan nan nan nan. (concordo, Law). Esta é uma boa (e grande) verdade. Sobre estilo, afirmação, identidade e, até, maturidade. Acho quase sempre - e quase sempre mais - que o importante está (ainda e sempre) longe disso. E ainda assim sou quem gosta de se arranjar para sair. E de me arranjar para sair e estar com os amigos. Gosto dos dias especiais. Mas gosto - e prefiro - que não o sejam todos. Porque é assim que percebo que a vida real vai muito além disso. E ainda bem.

Belisco-me. E continuo a ser eu mesma.       

Imagem: people.com