Da 'arte' de escrever

O facto é que eu sempre gostei de escrever. E que a possibilidade de continuar a fazê-lo ‘jornalisticamente’ falando, ainda que a part-time, é um privilégio que gosto de ter e que agradeço aos que mo permitem. Há pouco tempo escrevi (neste caso no blog) que podemos ser sempre exatamente o que quisermos e - acrescento - isso não faz de nós melhores ou piores, apenas diferentes. O jornalismo, pelo menos em Portugal, transformou-se - continuará, infeliz ou felizmente, a seguir esse caminho - numa atividade integral só para alguns (muito poucos e quase sempre ‘antigos’). Afinal, o quarto poder generalizou-se às massas e opinar em órgãos públicos podemos todos agora. Citando Clara Ferreira Alves no livro que estou a AMAR ler: ‘Nós, e quando digo nós digo o jornalismo na sua decadência e euforia suicidária, criámos estas criaturas e os amigos deles. (…) Estão admirados?’. Diriam: a evolução dos tempos. A mesma que transformou uma profissão num hobby. Foi antes (r)evolução. Mais haverá.