Da despedida

Nunca dei por mim a listar ‘coisas a fazer antes de ir embora’. Soa até que uma pessoa vai partir para sempre - que não vai - mas… há sempre aquela sensação de ‘não sei o que me espera depois; é melhor sair com a certeza de que matei saudades de tudo’. 

Por isso, estes dois meses vou sentir-me mais ou menos como a Michelle Pfeiffer em ‘Ano Novo, Vida Nova’: tenciono listar alguns mandamentos e cumpri-los; pena é que terei - as always - de consegui-los sozinha. Não haverá cavalheiro que os prepare para mim (embora, haja, certamente, cavalheiro que me acompanhe neles; o que já não é mau de todo).    

Ei-los:

  • Rever TODOS os meus amigos. Quiçá fazer um jantar. Temo, no entanto, que assim as atenções se dispersem, tornando-se impossível atender a cada um; acho portanto que fá-lo-ei ‘um a um’ e julgo que um mês seja suficiente para isso. Next.
  • Passar uns (bons) dias em Cabanas. Dar um passeio pela praia e sentar-me na ‘minha esplanada’ com um livro ao colo. Tomar o pequeno almoço no jardim. Comer muito peixe (bem dito barbecue!), matar saudades dos (meus) doces. Levar a Carlota a correr pelo areal. Fácil, fácil. É só descer ao Algarve.
  • Ir a Tróia. Olhar para a Arrábida. 
  • Marcar brunch no Museu de S. Roque, ou em alternativa no Tivoli (Hotel).
  • Ouvir Jazz no Tati.
  • Passar pela Pensão Amor.
  • Descer a Avenida da Liberdade e entrar nas lojas (algumas), subir o Chiado - beber chá no Tease (se a dieta estiver OK arrisco um cupcake). Caminhar até ao Princípe Real. Entrar na lojinha de chás franceses (um tesouro cujo nome nunca recordo; mea culpa).
  • Voltar ao Terreiro do Paço. Fotografá-lo.
  • Sentar-me no Aura (desta vez, lá dentro).
  • Caminhar em direção ao Castelo. Parar no Pois Café (não esquecer o livro).
  • Apanhar o eléctrico até Campo de Ourique.

Para já, parece-me que é isto. Vou ver se nos próximos dias me ocorrem coisas menos ‘urgentes’…