Das pessoas especiais

Hoje fui almoçar com a minha avó do coração, a quem ligo e com quem estou sempre que posso (nunca menos do que uma vez por mês). Saí de lá com uma marmita enorme (doces incluídos), e uma rosa branca e vermelha na mão, ‘símbolo de beleza e juventude, porque hoje é o teu dia’ (disse). Para uma indiana, com um coração do tamanho do mundo, mas muito reservada nos sentimentos e emoções, o gesto é traduzível por ‘saber que te vais ausentar está a custar-me, mas só posso aprovar’. E a conversa longa, onde recordámos momentos da infância ao seu lado enquanto os meus pais trabalhavam, fez-me perceber que esta senhora de 72 anos será sempre uma grande mulher. Nela encontrarei uma mão de conforto e apoio, a que o tempo já roubou agilidade e estragou com rugas, mas cuja boa disposição e o positivismo não abandonarão.