Diz-se e escreve-se que os acessórios da próxima estação vão romper com o minimalismo e apelar à ostentação exaustiva. Não sei se me apetece muito assim. Não que não tenha grandes colares com grandes (enormes) pedras - quanto maior melhor! -, não é nada disso; até tenho.

É só que o tempo me tem ensinado que posso sempre observar as ‘sugestões’ (= tendências) sem ter necessariamente de as seguir. Posso sempre fazer com elas o que bem me apetecer a acho - sempre achei, aliás - ser essa a parte mais interessante. Criar.

É por isso que não acho que tenha, nem deva, saber exatamente tudo acerca de um designer, ou de uma marca. Não me apetece. Não nasci (só) para isso. Acho bem que haja quem saiba, e até gosto de trocar ideias com quem sabe, mas no que a mim me diz respeito, prefiro ficar-me pela observação e pela criatividade da observação, do que propriamente pelo saber detalhado do meio. E notem que escrevo de-ta-lha-do.

É por isso que quem vem à procura de um blog de moda quando visita o meu vem - lamento - enganado.

Não falo de moda.

Falo do meu parecer, e de algumas escolhas resultantes da observação às mais variadas áreas de interesse na (minha) vida. A moda é uma delas. As outras não são mais, mas também não serão menos que esta.

São - todas - centros de interesse para mim. E para quem comigo quer partilhá-los. 

Sobre estas imagens, quero dizer - finalizando este post - que agarro a ostentação por esta perninha: fico-me pelas correntes (adoro esta tendência!), invés da aplicação das tachas, que já me enjoa. Vá-se lá saber porquê (!), chegaram para se fixar a todo o vestuário e não há forma de comprar uma peça sem encontrar algures um exemplar deste apetrecho. Alguém faça chegar a reclamação aos senhores da ZARA, por favor.     

Imagens: The Sartorialist e catálogo Mango online. 

P.S - Clicar sobre as imagens para ver melhor.