Juntar ou não juntar. Casar ou não casar. Ser pai ou... adiar.

O fim de semana passado estive com um amigo de infância - sim, ainda os há; coisa rara, dado que em certo momento da vida as coisas quase sempre se dispersam - são os valores, os objetivos, as ações já pouco sincronizadas. Não é o caso. Aliás, não foi o caso com cinco - todos homens. A amizade estendeu-se, naturalmente, às quatro respetivas namoradas; uma esposa. É giro, reconfortante, dá que pensar. Começámos no ponto em que uns partem (às vezes para outros países), outros ficam, as reuniões acontecem quase de ano a ano mas as conversas mantêm-se iguais, como se no dia anterior tivessemos trocado umas palavas. A preocupação - do provavelmente mais apaixonado e romântico mas inseguro - era esta: ‘juntar ou não juntar, casar ou não casar, ser pai’. O ‘solteiro’ entre um casado-pai e três juntos. Demorei a responder-lhe. Optei por esta via: ‘O que é que me contaste ao telefone, sobre a casa?’. ‘Pois. Estou a construí-la, num terreno…’. : Continuei, antecipando já o fim: ‘Então qual é a dúvida?!’. Se ao menos os homens - exatamente os espetaculares e imperdíveis - pudessem ser um bocadinho mais práticos…