Leio isto e motiva-me aquilo

Começo por dizer que ando estoirada. Que só me apetece passar muito tempo na cama (coisa que não consigo nunca). E descansar. Doem-me as costas. Dói-me a cabeça. E - finalmente - amanhã estou por cá. Nas minhas coisas. Depois deste desabafo de irritante (tenho dias), continuo escrevendo que hoje me fizeram duas perguntas curiosas que suscitaram duas respostas interessantes (pela reflexão a que me obrigaram).

Primeira: Qual é o seu livro favorito?

(assaltaram-me ‘milhentas’ ideias e nomes, género Isabel Allende, mas detive-me em Saramago)

Resposta: Talvez ‘Ensaio sobre a Cegueira’, de José Saramago. Tenho um carinho particular pelo autor. 

(e tenho mesmo. e lembrei-me do ano da sua morte - 2010 - e lembrei-me de outras mortes que foram com ele. António Feio. E outra. E do simbolismo que essa, tão importante, tem através das duas primeiras. Pela partilha de tanta coisa que se foi e que, sem saber, eles também enterraram)

Segunda pergunta: O que é que a motiva atualmente?

Resposta: A felicidade. A minha e a dos outros. Soa ao vazio, mas a verdade é que, até no trabalho - ou principalmente no trabalho -, nos esquecemos que remamos todos para o mesmo lado. Ou que pelo menos devíamos. Se a maioria das pessoas pensasse nisso e assumisse essa postura, muita coisa seria evitada e outra tanta resolvida (fim da resposta).  

Houve algum espanto - talvez pela frontalidade - mas também concordância. Do outro lado.