Nunca achei que a moda fosse mais do que identidade e sentido crítico, que dão origem a um estilo. Isto pressupõe, obviamente, uma análise - não às pessoas propriamente ditas, mas ao que nos rodeia, ao mundo no seu sentido mais lato. Tudo o resto que se lhe associa(m) [à moda] é negócio, mercado, lobbie, vai e está além do que acredito. Ou pelo menos gosto, partilho, procuro. E como sempre fui pessoa para estar onde me sinto bem, e para percorrer todos os espaços que me apetece, sem pertencer ou conhecer nenhum deles, achei que fazia sentido vir aqui hoje. E da beleza que por lá vi retive a mensagem que está na base da sua produção: ‘é urgente o amor’. Parabéns por te lembrares, Nuno Baltazar. Todos os dias há alguém que se esquece disto.