O 'último' 5 de Outubro

Não vou dizer que achei fantástico o discurso de António Costa, a propósito das comemorações do feriado da República, porque isso revelaria um certo fanatismo pela personalidade que ele é e disso eu não padeço (graças a Deus!). Mas gostei de ouvi-lo - mais do que ao Presidente (da República), sempre alienado da realidade com palavras ‘gulosas’ que vão fazendo algumas delícias (não as minhas) - e bem mais do que a Passos Coelho. Que não esteve e não se ouviu, o que tornou a concorrência discursiva desleal, a pender pontos, claro está, para Costa. Fácil fácil. Devo dizer, aliás, que não senti falta do Primeiro Ministro (fui só eu?). Bem sei que foi à Europa (sim, foi à Europa) participar num encontro de líderes - é sua obrigação, da qual se tem ausentado um bocadinho (não vos parece?). Mas, voltando a António Costa, numa antevisão futurista já pouco rebuscada (dado o desenrolar dos acontecimentos e a posição - misericórdia! - de Seguro), senti que estava perante o próprio Primeiro Ministro, afinal líder do PS (qual PSD?). Pois acho mesmo que António Costa tem, aos poucos, percorrido o seu caminho. E a julgar pela postura como autarca, e a atitude (positiva) perante a camada mais jovem, auguro-lhe sucesso. E votos. Muitos votos quando, finalmente - num tempo que ainda não vem próximo (avalie-se o trabalho que há ainda a fazer na CML) -, decidir candidatar-se à liderança do partido, irrompendo pelo caminho de Seguro e eventualmente pelo de Fernando Assis.