o meu sobrinho, a olhar para o ecrã do computador que era meu mas que resolvi deixar-lhe: ‘olha a tia!’. eu: ‘pois é, é a tia’. ele: ‘é a tia onde?’. eu: ‘é a tia, no computador’. ele: ‘não.. é a tia onde?’. (às vezes subestimamo-los). eu: ‘ahhh!, é a tia, em Veneza’. ele: ‘é a tia?’. eu (desta vez não falho): ‘sim, é a tia, em Veneza e no computador’. ele: ‘por que é que a tia está em Veneza e no computador?’. (talvez o tenha baralhado, vamos lá resolver a questão). eu: ‘então a tia foi a Veneza, tirou uma fotografia e pô-la no computador. ele: ‘Veneza é onde?’ (foi-se o computador e a fotografia no computador). eu: ‘Veneza é em Itália’. ele: ‘Veneza é em Itália?’. eu: ‘sim, Veneza é em Itália. ele: ‘Itália também está no computador?’. (ri-me). eu: ‘sim, Itália está no computador porque a fotografia da tia está no computador. Um dia vais lá. (compasso de espera e acrescento) A Itália, não ao computador’. ele: ‘vou?’. eu: ‘vais’. ele: ‘está bem’. Podia ser tudo assim tão simples e fácil de explicar, fazer e desejar, não podia?