o mundo. grande e diverso

há dias, sentei-me na mesa de um café americano (Starbucks) no centro da cidade de Shangai com um egípcio que vive e trabalha no Dubai, como eu. (se isto não é multiculturalidade, então o que é?) o meu maior interesse sempre foi - ainda é - perceber as diferenças entre religiões, que pressupõem diferenças culturais (óbvio). religião é cultura. cultura é religião, também. como a minha curiosidade (a saudável, que a coscuvilhice não é o meu forte) sempre me atropelou as palavras, perdi-me num discurso interrogativo que foi bem aceite e que me levou a conclusões giras. só cerca de 10% dos árabes, os que são muçulmanos, optam por aquilo que nós, ocidentais, entendemos por ‘vidas paralelas’. Ou seja, poder ter mais do que uma mulher. se se perguntar, como eu perguntei, a um rapaz inserido nesta cultura, com idade compreendida entre os 20-30 anos (em início de vida amorosa ou a estabilizá-la), vão ouvi-lo responder isto: ‘somos educados com essa permissão, mas na verdade só se reparte por mais mulheres o homem que tem dinheiro para manter, com qualidade, mais do que uma casa, e uma família’. este ‘manter’ significa e pressupõe dar a uma exatamente o que se oferece a outra. falamos de bens materias. e físicos. na cultura árabe, esta obrigação-necessidade está bem patente. ao egípcio, bastava-lhe uma mulher. os pais sempre viveram um para o outro. e várias mulheres exigem de facto muito dinheiro. quanto aos beijos e abraços em público ao sexo feminino, fazem-no com contenção, mas já o vão fazendo. as coisas mudam. com o tempo. e com o mix de pessoas que se cruzam. por aí. é isto um bocadinho do mundo. grande e diverso. complexo e tão rico. com sabor a café e a pepitas de chocolate americano (ou seria belga??). bem para lá do que nos contam as paredes de nossa casa. todos os dias.