Os dias em Milão têm sido assim. Quase em casa. A comer ‘porcaria’. A ler revistas. A falar da vida. A sair só para o supermercado. A tomar pequenos-almoços reforçados de pão, espargos, ovos, chouriça (às vezes bacon) com os amigos. A recuperar forças. A falar mais um bocadinho. A dormir muito - nem sempre bem. A organizar algumas coisas. A programar o regresso e a arrumação de duas valentes malas. A pensar que a nossa casa pode muito bem não ser efetivamente a nossa casa, e a perceber que ‘what goes around comes around’. Quase sempre. 

O Papa passou por cá. Perdi-o no primeiro dia da visita - vi-o apenas aterrar em Milão pelos ecrãs da Piazza del Duomo - e acabei por adormecer hoje, no dia em que celebrava a missa, no mesmo local, e por não conseguir vê-lo ‘em carne e osso’.

Pedimos-lhe a benção cá de onde estamos. Tenho para mim que nos concedeu.

Foi simpático.