Pergunto-me

às vezes tenho a sensação que vivo o futuro mais perto do que efetivamente está, e que o vejo desenhar-se sem antes ter sido (estranho isto). E que se reconhecesse o presente como realmente é num futuro que ainda não vivi, me assustaria. Essa realidade cuja dimensão não compreendo agora, é sempre mais crua vista de um tempo que ainda não chegou. Pergunto-me se não será, também, mais real. Não penso. Para não me deter no pensamento.