(que devo chamar-lhe?)

Já gostei mais de caminhar pelas ruas de Lisboa. Não é ser pessimista - talvez repetitiva - mas… lembro-me de há pouco tempo ter lido um artigo que falava precisamente da miséria a que o país entrega as suas gentes. Pouco tempo depois li um texto no livro de Clara Ferreira Alves (o mais recente) que relatava algo semelhante. Ontem troquei um email com uma pessoa amiga, mais velha e sabedora, que me escrevia exatamente o mesmo, enquanto me parabenizava pelo resto. Quando num passeio pelas ruas da capital sou abordada por mais de cinco pedintes - e vejo outros tantos; crescem a olhos vistos, sou só eu que me apercebo disto?! -, pergunto-me que país é este - que pessoas somos nós - que nada faz/nada fazemos para mudar o curso das coisas? É que já não falamos de riqueza, só de dignidade (humana). Afinal, a nossa origem não é diferente.