se há coisa que me parece ter esta cidade é cor. e, portanto, se tivesse de atribuir um título a esta mini colectânea de fotografias chamar-lhe-ia ‘as cores da tailândia’. li e pesquisei muito antes de partir para o destino e o que mais me surpreendeu foi a atenção de quem descrevia a cidade recair sobre a sujidade das ruas e a sua desorganização óbvia, e até uma aparente insegurança. quanto a mim, acho importante destacar os sorrisos apaixonantes e genuínos que a comunicação gestual - quando a outra não funciona - permite, as cores das vestes dos transeuntes e dos monumentos (templos) que a constituem e a tornam imensamente rica. não me esqueço que sim houve alguma tensão em mim quando me meti num táxi sozinha com destino ao grand palace, com a perfeita consciência de que, sendo aquela uma cidade labiríntica, já estava perdida mal me acabara de sentar no banco de trás. de nada valia o meu bom sentido de orientação. de nada valeu, de facto. mas é nestas alturas que é preciso esquecer o ‘motor’ dos receios e ligar o descomplicómetro.

não me esqueço também da chuva que apanhei no grand palace e do que me obrigaram a vestir para lá entrar (sim, há dress code): enrolei um lenço à volta da cintura (levava-o comigo na mala) e ofereceram-me uma camisa azul que me fez lembrar qualquer coisa próxima de um uniforme presidiário. em baixo os meus ténis all star e as minhas leggins, que se iam enrolando no lenço de cada vez que procurava saltar uma poça. resumindo: um filme. engraçado, no entanto.

compensaram tantas coisas. do monge que sorriu para a foto, às tailandesas que me agradeceram a gentileza de as fotografar também enquanto preparavam as rosas brancas, os tuk tuk (táxis tradicionais), os mercados - sujos, porcos, do mais nojento possível, mas com a melhor comida rápida que já encontrei por aí.

assim foi a tailândia. é bom quando saímos da nossa zona de conforto.