Sobre a Ana Lourenço (de quem até gosto bastante)

Não me levem a mal. Eu, que nada percebo de bola e que não sou adepta de nenhum clube a não ser da seleção (nacional, refira-se), até dou a mão à palmatória e acredito (acredito mesmo) que o futebol mais do que uma distração é um vínculo cultural que deve ser preservado, acarinhado, e tudo isso que acharem bem. Mas depois de uma ‘Edição da Noite’ como a de ontem - brilhante não só pela atualidade do tema (desemprego jovem, empreendedorismo e alternativas profissionais) mas sobretudo pela abordagem - custa-me a crer que a de hoje se inicie com o tema Manchester/Dragões. Pronto, não conseguido aceitar. No dia em que Afonso Dias é absolvido do rapto de Rui Pedro (sim, foi mesmo) e em que a Europa parece, agora formalmente (por escrito), desintegrar-se (estou a ser demasiado dramática?), não me soa bem que se abra a ‘Edição da Noite’ a falar dos Dragões. Ou do Manchester. Ou de futebol, no limite. Ok, a Europa pode não estar a desintegrar-se (eu às vezes sou exageradinha), mas não é de preocupar que certos líderes excluam outros de decisões/iniciativas europeias? Ora a Europa não deveria ter só uma diretriz? Parece-me que a união não funciona assim.