Sobre o (Sr.) Relvas

O Camilo Lourenço dizia agora na RTP 1 - e se me fiz entender mal no BOLO da informação por favor corrijam-me, o que dúvido! - que Portugal estava muito vinculado ao canudo. Àquela coisa gira que simboliza (antes 5, agora 3) anos de dedicação aos livros e ao saber. À literatura, que nos lima, orienta e nos torna seres mais abrangentes (isto digo eu). Que lá por Miguel Relvas ter - quase à medida de Sócrates - um curso encomendado, daqueles que não se sabe bem nem como, onde ou a que momento tiveram lugar, isso não importa assim tanto. Porque, dizia o ministro certa vez em conversa com o comentador, a minha experiência suprime essa lacuna. Ora, que é verdade que um curso (qualquer que seja) não confere hoje todas as skills necessárias ao mercado ativo de trabalho - e talvez por isso tantos jovens estejam ainda desempregados, aguardando a oportunidade de provar, aprendendo em contexto efetivo, que mesmo assim continuam a valer e que tal como o Relvas são capazes de se adaptar; também não é menos verdade que possamos simplificar as coisas de tal modo evidente que acabemos por colocar um porteiro a governar o parlamento. Há um mínimo, portanto, e esse mínimo não pode passar por baixo das secretárias de uma faculdade. Em prol da justiça e da igualdade. 

P.S - Nada tenho contra os porteiros, atenção. É uma profissão digna como outra qualquer. Aqui faço só uma ponte entre a notícia Relvas e a crítica de João Lemos Esteves, no Expresso, através do blog Politicoesfera. Que hoje me deu para ler.